A Elecnor obteve, no primeiro semestre de 2017, um lucro líquido consolidado de 34 milhões de euros, mais 4,5% do que no mesmo período do exercício anterior. A subida foi devida à evolução favorável dos negócios do Grupo, Infraestruturas e Concessões, suportados pelo bom comportamento do mercado externo.

O EBITDA normalizado do Grupo alcançou os 151,4 milhões de euros, conseguindo um aumento de 21,6% relativamente aos 124,5 milhões registrados no primeiro semestre de 2016. 

As vendas ascenderam a 1.058,1 milhões de euros, representando um aumento de 18,3% face aos 894 milhões de euros do mesmo período de 2016. Neste primeiro semestre, destacamos as novas contratações no Chile, Austrália e Portugal. No Chile e na Austrália, a Elecnor conseguiu a adjudicação da construção de duas usinas fotovoltaicas, no valor de 117 milhões de dólares e de 189 milhões de dólares australianos, respectivamente. No passado mês de junho, o Grupo obteve a adjudicação do contrato de construção de duas usinas de biomassa em Portugal, no valor de 78 milhões de euros.

Entre os fatores que explicam o crescimento das vendas destacamos o desenvolvimento da linha de transmissão de Cantareira, no Brasil, as tarefas de construção de usinas fotovoltaicas no Chile e na Bolívia, a usina de ciclo combinado que o Grupo está executando para a Comissão Federal de Eletricidade do México, os projetos de geração e transmissão de energia em Angola e a ampliação da usina eólica que a Elecnor está construindo para o Ministério da Energia da Jordânia.

No final do semestre, o mercado externo representava 60% das vendas totais e o nacional, 40%. Estes dados reforçam a aposta do Grupo Elecnor nos mercados externos como motor de crescimento para os próximos exercícios.

Face aos números registrados no primeiro semestre, a Elecnor mantém as previsões para 2017, de superação dos resultados e do volume de negócios alcançados no exercício anterior.

Carteira

Quanto à carteira de contratos por executar, a 30 de junho, o montante ascendia a 2.356 milhões de euros. Por mercados, a de origem internacional foi de 1,911 milhões (81% do total) e a contabilizada no mercado nacional foi de 445 milhões de euros, isto é, 19% da carteira total.